terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Natal - Bolinhos de Avelã com Cereja

Ainda às voltas com Papai Noel,
resolvi fazer uns bolinhos que protelava há meses!
Aproveitando essa energia boa do Natal e inspirada por uma receita que li na Revista Gula, edição 212, fiz deliciosos bolinhos de avelã e saímos distribuindo aos amigos que moravam mais próximos.
Infelizmente, nem todos estavam em casa mas todos que provaram, aprovaram!
A próxima experiência com cupcakes será com morangos e merengue, já estou pesquisando a respeito...
A onda cupcake, que parece recente, surgiu no Reino Unido em 1828, onde são chamados até hoje de Fairy Cakes (Bolo das Fadas).
A pioneira a utilizar o termo Cupcake foi Elisa Leslie em seu livro Seventy-Five Receipts for Pastry, Cakes and Sweetmeats (Setenta e Cinco Receitas de Massas, Bolos e Carnes).
Existem duas vertentes para o uso do termo "cup" (xícara). A primeira é de que o nome advém do fato dos bolinhos serem assados em formas individuais (ou até mesmo em xícaras) e, a outra, de que os ingredientes passariam a ser medidos em xícaras e não pesados como eram feitos até então.
O que é indiscutível é que são deliciosos bolinhos feitos com os mais diversos materiais, das mais variadas cores.
O nosso levou avelãs e cereja (aproveitando a farta oferta no mercado nessa época).
Deu água na boca?

Ingredientes para o Ganache
200g de chocolate meio amargo picado (uma xícara)
170g de creme de leite
200g de creme de avelãs
Modo de preparo
Ferver o creme de leite em fogo baixo. Retirar do fogo, acrescentar o chocolate e o creme de avelãs e mexer até o chocolate se dissolva. 
Ingredientes para o Bolinho
250g de açúcar (uma xícara e meia)
210g de iogurte natural
120ml de óleo de soja (meia xícara)
02 ovos
180g de farinha de trigo (uma xícara e meia)
50g de cacau em pó (meia xícara)
15g de fermento
100g de chocolate meio amargo picado (meia xícara)
350g de avelãs tostadas (duas xícaras e meia)
Modo de preparo
Colocar as avelãs pra tostar no forno e assim que subir aquele cheirinho maravilhoso, reservar.
Misturar em um recipiente o açúcar, a farinha e o cacau, reservar.
Em outra vasilha, bater o iogurte, os ovos e o óleo e assim que o creme estiver homogêneo, misturar aos ingredientes secos.
Sem parar de bater, acrescentar o chocolate meio amargo picado e o fermento.
Nesse momento, as avelãs já esfriaram.
Forrar 10 forminhas (as que eu usei eram grandes) com papel manteiga pro bolinho não grudar, colocar massa em dois terços da forma, colocar algumas avelãs e assar em forno pré-aquecido a 180 °C por 12 minutos.

Espero que testem, vale a pena!

Links utilizados

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal - Rabanadas

Não consigo pensar em Natal sem Rabanadas!
Há cerca de sete anos, quando nos mudamos pra Aracaju, e viemos no final de setembro, foi muito difícil fazermos rabanadas no Natal. Tínhamos que fazer com pão francês, pois ninguém vendia a matéria-prima apropriada. Não fica a mesma coisa, mas era o que tínhamos na época.
A rabanada é um doce de origem portuguesa, bastante consumida durante a Consoada (festa familiar portuguesa comemorada no dia 24 de dezembro, véspera do Natal – assim como fazemos por aqui), feito a base de pão, ovos, leite, canela e açúcar.
Atualmente, podemos comprar facilmente a matéria-prima, inclusive as próprias rabanadas feitas fritas ou no forno.
As da foto foram feitas pela Luiza, minha cunhada e ficaram deliciosas! Ela liberou a receita.
Mãos à obra!
Ingredientes
01 pão pra rabanada cortado em fatias de 02 cm
06 ovos (porque o pão era bem grande mesmo)
03 copos de leite (600 ml)
Açúcar a gosto
Canela a gosto
450 ml de óleo pra fritar
Modo de fazer
Colocar o óleo em uma frigideira funda e deixar ficar bem quente.
Passar os pedaços de pão no leite, em seguida em uma vasilha com os ovos batidos (batemos em duas partes) e fritar.
Secar as rabanadas em folhas de papel toalha.
Fazer uma misturinha de açúcar e canela, passar as rabanadas nela e... comer várias!
Meu marido adora comê-las bem quentinhas.
Eu gosto mesmo delas no dia seguinte.
Tem coisa melhor que café da manhã de Natal?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Filmes que valem muito a pena

Íamos sair pra tomar uma brisa na praia, mas não pude!
Ontem me excedi numa pequena reuniãozinha regada à caipirinhas e o resultado não foi nada bom...
Como não estava em condições de sair, resolvemos ver filmes.
Apesar de ter sido uma escolha aleatória, tive o prazer de ver dois filmes sensacionais.

O primeiro, Uma Garota Diferente, que apesar de parecer bobinho, traz a tona uma série de questões pessoais e familiares, valores e identidade, além da consagração da amizade e do carinho.
A Esther Blueburger é uma gracinha e ainda tem a Toni Collette, que eu amo!!!
O segundo, Mais estranho que a ficção, e esse me inspirou de verdade ao ponto de mencioná-lo no blog, conta a história Harold Crick (Will Ferrell) , homem solitário e meticuloso, cuja vida, devidamente cronometrada em seu relógio, gira em torno de cálculos matemáticos. Faz religiosamente a mesma coisa todos os dias e da mesma maneira até que começa a ouvir uma voz feminina em sua cabeça narrando detalhadamente tudo que ele faz.
O desenrolar da história é supreendente e o elenco simplesmente fantástico, Will Ferrell, Dustin Hoffman, Queen Latifah, Emma Thompson e a adorável Maggie Gyllenhaal.

O filme aborda temas como o amor, a compaixão, a amizade, a caridade, a sincronicidade e a alegria, além do fato de explorar os benefícios psicológicos que uma comida feita com amor e carinho pode causar nas pessoas.
Na verdade o que me fez continuar assistindo no início foi a curiosidade de saber o que ia acontecer.
Vale a pena assistir e se deliciar com esse filme, que na minha opinião, é um dos melhores filmes que assisti nos últimos tempos!
Parabéns ao diretor Marc Forster!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Bacalhau a Gomes de Sá

O bacalhau nem sempre teve a consideração que tem atualmente.
Até o século XV, outros peixes como cação, pescada e sardinha eram mais consumidos e preferidos.
Durante as grandes navegações, os portugueses necessitavam de produtos não-perecíveis que suportassem longas viagens. Desde então, eles se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo.
O consumo no Brasil começou a ser difundido com a chegada da côrte portuguesa, no início do século XIX. A princípio, o bacalhau era barato e comum. Após a Segunda Guerra Mundial, a escassez de alimentos fez com que o preço do bacalhau aumentasse e restringisse o consumo popular.
O consumo desse produto, principalmente no Natal e na Páscoa, está intimamente ligado à cultura católica que excluía de sua dieta carnes consideradas “quentes”, como a carne vermelha, por exemplo. O uso do bacalhau nessa época era bastante incentivado por ser considerada uma carne fria. Ao longo dos anos, o rigor do jejum católico se perdeu mas, a cultura do bacalhau permanece até hoje.
O Bacalhau a Gomes de Sá foi inventado por José Luis Gomes de Sá Junior, filho de um comerciante de bacalhau. Após a morte do pai, José, sem tino para os negócios foi trabalhar na casa comercial do amigo Bernardo da Silva Damaso, onde inventou essa maravilha. O sucesso foi tamanho que outro amigo, proprietário do Restaurante Lisbonense em Portugal, lhe pediu a receita para agradar aos clientes mais exigentes.

Ingredientes
500 g de bacalhau em lascas
400 g de batatas cozidas com casca e cortadas em rodelas
03 dentes de alho fatiado
01 cebola grande cortada em rodelas
03 ovos cozidos
10 azeitonas pretas inteiras sem caroço de boa qualidade
350 ml de leite
Azeite de boa qualidade a gosto
Pimenta do reino a gosto
Salsinha picada a gosto
Sal a gosto

Modo de preparo
Dessalgar o bacalhau na geladeira em vasilhame coberto, durante 06 horas, trocando a água na metade do tempo (3h).
Toda vez que o bacalhau for preparado no forno ou na brasa, deve-se aplicar um pré-cozimento, com água em fogo brando, sem ferver, por 10 minutos. Reservar a água para fazer o arroz e cozinhar as batatas.
Assim que esfriar, retirar a pele e as espinhas e desfiar o bacalhau.
Depois desse período, deixar o bacalhau submerso no leite quente por uma hora e meia, para apurar o sabor.
Refogar a cebola e o alho no azeite e juntar o bacalhau, acertar o sal e a pimenta e reservar.
Untar uma travessa com azeite, colocar o bacalhau e espalhar as batatas e as azeitonas. Temperar com sal e pimenta do reino, regar com bastante azeite e levar ao forno bem quente por 15 minutos.
Servir com ovos cozidos e salsinha.
Agregar o arroz foi uma ótima pedida.
Rendimento: 06 porções.

Para acompanhar, nada melhor que um vinho verde branco, bem gelado.

Os vinhos verdes são produzidos com uvas verdes, não completamente maduras, exclusivamente na região noroeste de Portugal e apresentam um teor alcoólico entre 8 e 11,5%,  menor que os feitos de uvas “maduras”.
O que escolhemos foi o Casal Mendes, com teor alcoólico de 10,5%.
Excelente custo benefício, R$ 22,00.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ragu com Rigatone

Combinação perfeita, Cono Sur e Ragu!
As combinações de vinho e comida aqui do blog não são premeditadas. Compramos vinhos que gostamos e eles acabam combinando super bem com as comidas que fazemos.
Harmonização, na minha opinião, é isso. Beber um vinho que te agrada. É certo que com a prática você começa a ficar com o paladar mais apurado. Às vezes come algo e lembra-se de outro vinho que poderia combinar melhor. Isso ainda não aconteceu, e quando ocorrer, vou comentar. Mas vamos seguir.
O prato que foi feito no último sábado à noite, meninos curtindo UFC, foi um Ragu com Rigatone. A princípio ele seria servido com penne, mas vai ficar pra uma próxima, não tinha penne no mercado!

O ragu é um molho típico, considerado nobre pelos italianos, feito à base de carnes cozidas. O termo, porém, é de origem francesa, ragoût. Pode ser feito com vários tipos de carnes, frango, cordeiro e até peixes e, geralmente serve como acompanhemento para massas ou polentas.
O nosso vai levar linguiça, carne moída e bacon.


Durante o cozimento, foram utilizados acompanhamentos aromáticos para adicionar mais sabor ao molho. Especiarias como louro, tomilho, folhas de alho poro, talos de salsinha e salsão, amarradas por um cordão (bouquet garni) e a cebola piqué, cebola espetada com uma folha de louro e cravo.


A paciência é um dos elementos principais dessa receita. Os ingredientes cozinham com calma, liberando seus sabores que vão sendo incorporados ao molho, enriquecendo-o.
O vinho chileno que nos acompanhou (e muito bem) foi o Cono Sur, 2010, Carmenere, que estava em promoção, e custou R$ 26,00.
Ficou ainda melhor, né?
Vamos à receita.
Ingredientes:
320g de carne moída
230g de lingüiça fininha
150g de bacon de boa qualidade
150g de tomate cereja cortados ao meio
30g de salsão
80g de cenoura (meia unidade)
150g de cebola (uma e meia)
05 dentes de alho picados

02 tomates médios sem pele e sem caroços cortados em cubos médios
1 l de fundo de carne (potinho de carne knorr)
200 ml de vinho tinto de boa qualidade
20 g manteiga sem sal
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Azeite a gosto
60g de extrato de tomates
400g de rigatone
01 bouquet garni
01 cebola pique
 
Modo de preparo:
Descascar (separando as sobras para fazer adubo orgânico) e picar bem todos os ingredientes, encher um copinho de whisky e mãos à obra!
Cortei a linguiça um pouco maior por questões estéticas mas o ragu requer que os ingredientes sejam cortados em pedaços bem pequenos, de preferência, com a ponta da faca.
Em uma panela baixa e de fundo largo, aquecer azeite e fritar o bacon. Reservar.
Na mesma panela, acrescentar o alho, a cebola e a cenoura, até que a cebola fique transparente, reservar.
Fritar todas as carnes separadamente e reservar.
Colocar a mistura de alho, cenoura e cebola na panela, acrescentar os dois tomates e o extrato e deixar que doure. Acrescentar o vinho e deixar reduzir à metade para que possa perder a acidez. Acrescentar o fundo e as carnes e deixar reduzir por cerca de uma hora e meia com o bouquet garni e a cebola piqué, escumando sempre para retirar as impurezas.

Os acompanhamentos aromáticos devem ser retirados da panela próximo ao momento de servir.
Cozinhar a massa, de modo que fique al dente.
Em uma frigideira, colocar manteiga, os tomates cerejas e refogar a massa.
Quando o molho apresentar consistência média, servir por cima da massa.

Rendimento: 06 porções

Depois de vários copinhos de whisky, vinho no jantar, estávamos tão animados que resolvemos encerrar a noite com esse brandy maravilhoso, Macieira, pena que ninguém teve coragem de fazer um café...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Café da manhã especial


Nada como acordar, com tempo de sobra e calmamente preparar um desjejum bacaninha pra comemorar o feriado!
Estava muito curiosa pra aprender a preparar alguns tipos de ovos, em especial, o poché. Depois de muito testar, perguntar, procurar nos livros e na internet, consegui juntar algumas técnicas e... deu certo!
É uma excelente opção pra saúde, não é frito e é uma delícia!
Segue minha receitinha:

Ingredientes:
01 ovo
300 ml de água
01 colher de vinagre branco
01 pitada de sal
Pimenta do reino a gosto
01 ramo de alecrim
Manteiga pra decorar


Modo de Preparo
Em uma panela pequena e alta, colocar a água e o ramo de alecrim (separar uma folhas pra decorar) e, antes de ferver, acrescentar o vinagre e o sal. Com uma colher, mexer o centro da panela, formando um redemoinho. Em uma concha, quebrar o ovo e colocar na panela, no centro do redemoinho. Se quiser uma gema bem molinha, retirar o ovo em 04 minutos, ao ponto, em 06 minutos.
Com uma escumadeira, retirar o ovo, aparar as arestas, escorrer a água e servir.
Temperar com sal e pimenta do reino a gosto, manteiga e alecrim. 
Coloquei uma pimentinha da horta, bem picante!
Acompanharam o ovo poché, duas fatias de peito de peru, um pão francês fatiado e, para incrementar, grelhei um tomate cortado em 04 pedaços com azeite e decorei com manjericão, além de uma bela xícara de café.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Alimento para a Alma

Muitas das pessoas que conheço, e ai me incluo totalmente, fazem mil coisas ao mesmo tempo e isso sempre foi pra mim, motivo de orgulho. Ultimamente tenho dormido muito pouco, trabalhado bastante, seja no blog, em casa ou nas minhas atividades diárias e estava achando que tudo ia às mil maravilhas. Na sexta fui obrigada a parar! Meu corpo simplesmente não conseguiu acompanhar o que minha mente estava produzindo e acabei indo pro hospital com a pressão totalmente desregulada, ora alta, ora baixa.
A receita que trago agora, um tanto quanto abstrata, vai ser temperada com muito amor, tranqüilidade, carinho, compaixão, alegria, amizade, doação...
Aproveitando essa energia de final de ano, quando todos estão vibrando coletivamente na esperança de dias melhores e atitudes em prol dos semelhantes, convido a todos para alimentarmos nossas almas com sentimentos bons e cheios de luz.
Foi justamente com essa intenção que começamos um papo delicioso, ontem, dia 03 de dezembro, na Casa do Contentamento, lugar fantástico, de pura energia e muito amor. Infelizmente, tirei fotos apenas depois do encontro e não registrei as quase 20 pessoas que partilhavam suas idéias sobre a vida, felicidade e tudo mais que traziam no coração. Ninguém estava ali pra julgar ou ser julgado, estávamos simplesmente reunidos pra bater um papo. Pra melhorar ainda mais, eis que surge um rapaz talentoso de nome Rafa, carregando seu violão e começa a cantar, junto aos demais, músicas sobre a vida. Devo confessar que apesar dele ter interpretado inúmeros músicos consagrados, as músicas que mais tocaram meu coração foram aquelas de sua própria autoria.
Acabamos por fazer uma terapia em grupo e sem perceber o tempo passar, depois de duas horas compartilhando sentimentos e muita música, tive o prazer de participar também de uma sessão de reiki.
Sai de lá renovada mas, consciente de que esse deve ser um exercício diário e que  devo estar sempre  vigilante para não me deixar sucumbir  à ansiedade e a outros sentimentos ruins, que infelizmente, nos habitam.
Apesar da Casa do Contentamento ser bem pertinho aqui de casa, precisei passar mal pra ir até lá e se não fosse a insistência da minha sogra, talvez nem mesmo tivesse ido. Deixo aqui uma dica muito importante. Vamos cuidar mais de nosso bem estar, de nosso equilíbrio, de nossos amigos e família. Demonstrar amor não é sinal de fraqueza. Vamos nos doar mais aos outros e tentar, ao máxim,o não esperar nada em troca.
Desejo uma semana de paz e luz!

http://casadagratidao.blogspot.com/

sábado, 3 de dezembro de 2011

Filé Aromático

Essa semana tivemos uma aula prática bem bacana na faculdade para cálculo do preço de venda e elaboração da ficha técnica dos pratos com a professora Kátia Viana que ministra a disciplina
“Planejamento de Cardápios”.
Pesamos todos os produtos utilizados para cálculo dos deperdícios e cada dupla teve que montar um prato contendo filé e batatas. Meu colega Luiz e eu, montamos o prato acima intitulado de Filé Aromático, bem simples de ser feito e bastante saboroso.
 Todos os ingredientes foram calculados para 01 pessoa e o custo total ficou em apenas R$ 6,53!!!
Quase não houve desperdício (somente a carne e a batata) pois os demais ingredientes foram utilizados com total aproveitamento.

 INGREDIENTES
150 g de filé mignon
Pimenta do reino à gosto
Azeite à gosto
Sal à gosto
01 batata sem casca, cortada em rodelas de aproximadamente 01 cm
20 ml de água
80 ml de óleo de soja
03 ramos de alecrim fresco
25 g de manteiga
20 ml de vinho tinto seco
02 dentes de alho
  MODO DE PREPARO
Utilizando o método já mencionado de fritar com água, dispor as batatas numa frigideira um pouco funda com a água, o óleo e dois ramos de alecrim.
Em outra frigideira, selar o filé dos dois lados, temperando com sal e pimenta e reservar.
Quando a água evaporar da frigideira da batata, acrescentar o alho com a casca.
Na mesma frigideira da carne, acrescentar o vinho e deixar reduzir pela metade. Acrescentar a manteiga e acertar os temperos.
Reaquecer o filé no molho e servir em seguida.
Ficou delicioso, bem rápido de fazer, ideal para aqueles dias de preguicinha.
Pena que "alguém" esqueceu de levar o vinho que prometeu....

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Risoto de carne seca com abóbora

Adoro quando meus finais de semana começam na sexta, duram muito mais! E essa sexta-feira, 18 de novembro, foi mais que especial! O final de semana foi bem agitado. Completei nove anos de muito amor, companheirismo, cumplicidade, amizade entre tantas outras coisas boas que compartilho com meu marido. Depois encontramos com amigos que não víamos há muito tempo. Foi tão bom que achei que nem ia ter pique pra cozinhar nada.
Não aguentei! Fiquei pensando no que tínhamos em casa e me lembrei de um pedaço de abóbora lindo que eu tinha comprado uns dias atrás. Tinha arroz arbóreo, um pouco de vinho branco, queijo parmesão... Comprei um pedaço de carne seca (charque) e o resultado foi o risoto que vos apresento:
Não quero que pareça que as receitas sempre terão um toque nordestino, não é o caso. Aqui a culpa foi da abóbora que estava linda e apetitosa, sem destino certo.
Eu simplesmente amo risotos! São fáceis de fazer, rápidos, podem ser feitos com vários ingredientes principais, ficam deliciosos, e vamos combinar, tem um certo glamour. Podem ser feitos com camarões, cogumelos diversos (com funghi secchi fica maravilhoso pois usa-se no preparo a água da hidratação do cogumelo), com vegetais e mais um monte de outras combinações. Esse que apresento agora tem como astros a carne seca e a bela abóbora!
Ingredientes
400 g de abóbora cozida
500g de carne seca desfiada
01 colher manteiga para cozinhar
01 colher de manteiga gelada para finalizar o prato
01 cebola média em cubos pequenos
01 xícara de arroz arbóreo
100 g de queijo parmesão
01 taça de vinho branco seco + 01 pra beber enquanto cozinha...
700 ml de caldo de legumes (usei knorr líquido potinho)
Azeite à gosto
Sal à gosto
Pimenta do reino à gosto
Salsa e cebolinha pra decorar
Uma forma prática de cozinhar a abóbora é envolvê-la em um papel alumínio, temperá-la com sal e pimenta e levar ao forno até que fique macia.
A carne seca foi dessalgada três vezes, depois cozida na panela de pressão pra então ser desfiada.
Modo de preparo
Colocar parte da manteiga em uma frigideira, refogar a cebola, sem deixar que ela doure. Assim que ela ficar transparente, colocar o arroz arbóreo (arroz típico para risotos), mexer bem para que todo o arroz seja envolvido na mistura. Regar com o vinho e deixar cozinhando até que o arroz perca a cor nas pontas. A panela, em nenhum momento do preparo, jamais deve ficar seca.
Aos poucos e, mexendo bem para o arroz soltar o amido, acrescentar o caldo de legumes (quente). Vai se formando na panela um creme aveludado, resultado da ação do amido (por isso deve-se usar um arroz próprio para o prato). Cozinhar até que o grão esteja al dente.
Quando faltarem umas três conchas pra terminar o caldo, acrescentar a abóbora cozida e mexer bem, espalhar sobre o arroz a carne seca desfiada e regar o preparo com o restante do caldo. Colocar o queijo ralado e mexer bem. Provar e ajustar os temperos. Desligar o fogo e colocar a colher de manteiga pra finalizar.
Servir ainda quente, regar com azeite e decorar com cebolinha e salsinha.
Rendimento: 04 porções

Bebemos o restante da garrafa do vinho branco Benjamim, da Nieto Senetiner, Chardonnay, 2011, bem geladinho. O preço médio está em torno de R$ 20,00, e é facilmente encontrado.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Baião de dois


A idéia de fazer esse prato surgiu quando nossos amigos Lesuir e Ana trouxeram uma carne de sol de cordeiro mamão pro meu sogro. Como o Lesuir é de Mossoró e gosta bastante de pratos do norte/nordeste, pensamos, meu marido e eu, que seria muito legal fazermos um baião de dois pra acompanhar a carne. Comíamos muito esse prato quando nos refugiávamos aos finais de semana em Itaipuaçu – RJ.
Nossa, e quantos finais de semana...
Tinha um barzinho chamado Mistura do Nordeste e ele ficava estrategicamente localizado no caminho que nos levava à pousada. Sempre chegávamos com fome e o "Mistura" era destino certo. A variedade e a sequência de cachacinhas também era outro atrativo do local. Tinha a Donzela, a Rainha, a Marimbondo, ...,
cada uma com seu grau de "seriedade".
Quando chegava na última, meu marido até dançava forró!

Dessa vez, nosso baião não foi de dois, foi de seis. Seis ingredientes principais, seis amigos e uma panela de barro.
Pois é, inventei de comprar a panela pra dar um toque mais típico ao prato. E como ficou saboroso! Também usei o feijão de corda ao invés do fradinho e isso também contribuiu para o enriquecimento do prato.
A segunda versão do baião foi inspirada por um mousse maravilhoso de chocolate que ganhei da Gabriela, link em anexo.
Ontem, véspera de feriado, recebemos ela, Isadorinha e Daniel na casa dos meus sogros (porque aqui em casa meus cachorros não permitiram).
Papo vai, papo vem, comecei os preparativos um pouco tarde e
só fomos comer lá pelas 23h.

Ingredientes
500g de feijão de corda, verde ou fradinho
300g de arroz cozido
500g de queijo coalho em pedaços pequenos
500g de charque em pedaços pequenos e dessalgada
03 linguiças calabresas finas cortadas em rodelas
300g de bacon em pedaços pequenos
02 cebolas grandes em rodelas finas
04 dentes de alho fatiados
Cebolinha à gosto
Coentro à gosto
Azeite
Sal
Pimenta do reino

Modo de fazer
Colocar o feijão pra cozinhar e reservar a água pra cozinhar o arroz. Cuidado pra ele não cozinhar demais.
Colocar na panela de barro (ou na panela que tiver em casa) o bacon e reservar. Na mesma panela fritar a lingüiça, depois o charque e reservar.
Colocar a cebola e o alho na panela. Antes que o alho esteja dourado, acrescentar a metade dos ingredientes, feijão, arroz, bacon, charque, lingüiça e parte do queijo coalho. Colocar um pouco de sal e pimenta do reino, regar com azeite e misturar. Acrescentar o restante dos ingredientes e dispor o queijo dentro da panela. Regar com mais um pouco de azeite. Quando o queijo começar a amolecer, desligar, salpicar a cebolinha e o coentro e servir junto com uma boa pimenta caseira.
Rendimento: 06 pessoas no jantar e almoço pra dois no dia seguinte (porções caprichadas).

O Baião de dois é um prato típico do sertão nordestino, proveniente do Ceará. A receita original não era feita como descrevi. Levava arroz, feijão, toucinho, temperos e um pouco de farinha de mandioca. O que é indiscutível é o acompanhamento. Nada melhor que degustar uma bela cachaça com o baião.
Escolhemos a Magnifíca, e não é que ficou magnífico mesmo!


Link:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fricassê de Frango


No último final de semana resolvi dar uma “ajeitada” na casa, mudar as coisas de lugar, dar uma renovada na energia do ambiente. Quando me preparava pra sair em busca de um móvel pra acomodar algumas garrafas, recebi uma ligação. Era o meu sogro me dizendo que ficaria muito feliz se pudesse comer um fricassê de frango. Como eu não poderia deixar de atender esse pobre velhinho, comecei a procurar uma receita que já fizemos na faculdade. Ela serviu como base para a receita deliciosa que vou descrever.
Ainda não sabia o que acompanharia nosso prato principal quando, ainda no mercado, me deparei com a banca de batata-doce.
Levei 04 delas pra casa ainda sem saber como as faria.
Abençoada por essa lua maravilhosa que fotagrafei quando voltava pra casa, comecei a separar os ingredientes do fricassê.


Ingredientes
O8 coxas de frango desossadas com a pele
Azeite
Sal
Pimenta-do-reino moída
01 colher de chá de Curry
06 grãos de Pimenta-do-reino
03 raminhos de Alecrim fresco
05 raminhos de Tomilho fresco
04 folhas de Louro Seco
01 colher de sopa de Manteiga
02 Cebolas grandes em cubos médios
02 Cenouras grandes em rodelas
03 Aspargos frescos (opcional)
03 dentes de Alho fatiados
02 colheres de Farinha de Trigo
01 taça de Vinho Branco seco
01 litro de caldo de galinha (uso o potinho da Knorr líquido)
120 g de creme de leite fresco
200 ml de requeijão light
O primeiro passo é desossar as coxas, mantendo a pele, cortá-la em pedaços, temperar com sal e pimenta e reservar. Os ossinhos que sobram podem ser reservados para uma canjinha (com certeza, reservei).
Os resíduos orgânicos, como as cascas dos legumes utilizados na receita podem ser reservados para confecção de adubo, link em anexo.
Colocar água pra ferver pra cozinhar as cenouras, mas não deixar que cozinhem muito. Quando estiverem quase prontas, lançar os aspargos e branquear ambos. Reservar a água para cozinhar o arroz.
Numa frigideira grande, dispor a manteiga e os pedaços de frango com a pele pra baixo. Temperar com o tomilho, o alecrim, o louro e o curry. Deixar o frango na frigideira até que os pedaços estejam meio dourados, regar com um pouco de azeite e reservar.
 
Na mesma frigideira, acrescentar a cebola e depois, o alho. Quando a cebola estiver transparente, juntar a farinha de trigo e misturar. Assim que a farinha estiver incorporada aos ingredientes, acrescentar o vinho e mexer. Colocar duas conchas do caldo de galinha e deixar ferver um pouco.
Nesse momento, transferir tudo pra panela onde foi feito o caldo, acrescentando também o frango reservado. Reduzir o fogo e deixar cozinhar lentamente por cerca de 35 minutos. Durante esse período, retirar da superfície da panela a gordura que vai se formando com uma escumadeira.
Transcorrido o tempo, coar o molho e separar os pedaços de frango. Vou usar na canja as cebolas descartadas nessa fase. Adicionar o creme de leite, o requeijão e deixar cozinhar mais um pouco até que apresente uma consistência aveludada leve.
Retornar à panela o frango e os legumes branqueados e deixar mais uns 05 minutos antes de servir.
Rendimento: 04 pessoas

Inicialmente pensei em fazer as batatas tipo chips mas resolvi procurar algumas receitas na internet e achei uma no blog “come-se”, em anexo, que ensinava a fazê-las de uma maneira super interessante, fritas com óleo e água.
A combinação da batata-doce com o fricassê ficou sensacional.


Novamente degustamos o Chateau Los Boldos durante o jantar, porém de uma safra mais antiga, 2008. Estava muito bom e harmonizou perfeitamente com o prato.

Links:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Jantar pra Luizinha

Logo depois que vi o comentário da minha querida cunhada e amiga Luiza comecei a pensar o que poderia fazer, ainda hoje, pra que ela se sentisse satisfeita. O problema era que eu não podia ir ao mercado, tinha que ser alguma coisa que eu tivesse em casa.

Já no trânsito, e dediquei bastante tempo a ele na volta do trabalho, enquanto meu marido dormia no carona, fui tentando lembrar o que eu tinha em casa. Eu estava doida pra comer carne e tinha uma peça de alcatra na geladeira, algumas verduras e batata! Liguei para a Luiza e perguntei o que acharia mais gostoso como acompanhamento, uma batata salteada na manteiga com alcaparras ou uma batata assada no forno. Ela escolheu a segunda opção, então lá fui eu pra cozinha, satisfazer a necessidade dela com algo simples e prático e a minha necessidade fisiológica, a fome!
O que não poderia faltar nessa história toda, ainda mais se falando da Luizinha, era uma bela garrafa de vinho, e isso, eu tinha. Tratei de abrir a bendita, servir uma taça e começar os trabalhos. O resultado foi um jantarzinho gostoso e um pilequinho de leve.
Para uma pessoa, a receita deve ser reduzida à metade.
Ingredientes utilizados
1kg de alcatra
Pimenta-do-reino
Sal
04 batatas médias
Manteiga
Azeite
Alecrim fresco da horta
06 dentes de Alho
Alface
Repolho
01 Tomate
Primeiro coloquei todas as folhas e o tomate pra higienizar numa vasilha com água e um pouco de água sanitária.
Lavei bem todas as batatas, sequei, cortei em quatro pedaços, com as cascas, e dispus numa travessa antiaderente untada com azeite, polvilhei com sal e pimenta-do-reino moída na hora. Por cima coloquei uns 6 dentes de alho com casca, amassados com a lâmina da faca e alecrim fresco, além de uns pedacinhos de manteiga. Cobri tudo com papel alumínio e levei ao forno em temperatura média pra dar uma cozida.

Enquanto isso, fui limpar a carne. Ainda quando eu amolava a faca, minha gata Mel já tinha virado minha melhor amiga e estava pelas redondezas.
Carne limpa, aqueci um pouco de azeite na frigideira. Nesse momento, o cheiro do alecrim e do alho já percorriam a cozinha, avisando que eu poderia retirar o papel alumínio da travessa de batatas. De vez em quando tem que dar uma sacudidela na travessa para que as batatas não grudem. Assim que o azeite esquentou na frigideira, coloquei a carne pra selar. Dessa forma, retemos os líquidos dentro dela pra ficar bem suculenta. Somente nesse momento, a carne deve ser temperada com sal e pimenta.
 
Quando todos os lados da carne estavam selados, ela foi transferida com uma pinça pra um refratário. Se fosse usado um garfo, parte do suco da carne seria liberado. Levei a travessa ao forno pra terminar a cocção.
Eu gosto de carne mal passada, mas a maioria prefere ao ponto, e o tempo que ela vai ficar no forno depende da sua preferência. Mal passada, 8 minutos;  ao ponto, uns 12. A minha acabou ficando ao ponto.
Na mesma frigideira da carne, enquanto ela estava no forno, coloquei um pouquinho de água e deixei em fogo médio pra fazer um molho delicioso. Como tudo é bastante rápido, dilui uma colher de chá de amido de milho em um pouco de água e incorporei ao molho que  logo ficou aveludado.
Assim que a carne for retirada do forno, é necessário deixá-la descansar um pouco pelo mesmo motivo do garfo, reter o líquido, antes de fatiá-la.
Pronto!
Na arrumação do prato, coloquei o molhinho sobre a carne e um raminho de alecrim sobre as batatas. Ficou uma delícia.
Bon appetit, Louise!

E enquanto escrevo, continuo degustando esse delicioso Chateau Los Boldos, Cabernet Sauvignon, 2010, que nos foi apresentado pelo sr. Otávio Manoel. Esse vinho, na minha modesta opinião, harmonizou perfeitamente com o prato e com um tanto de chocolate que comi de sobremesa.