quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Jantar pra Luizinha

Logo depois que vi o comentário da minha querida cunhada e amiga Luiza comecei a pensar o que poderia fazer, ainda hoje, pra que ela se sentisse satisfeita. O problema era que eu não podia ir ao mercado, tinha que ser alguma coisa que eu tivesse em casa.

Já no trânsito, e dediquei bastante tempo a ele na volta do trabalho, enquanto meu marido dormia no carona, fui tentando lembrar o que eu tinha em casa. Eu estava doida pra comer carne e tinha uma peça de alcatra na geladeira, algumas verduras e batata! Liguei para a Luiza e perguntei o que acharia mais gostoso como acompanhamento, uma batata salteada na manteiga com alcaparras ou uma batata assada no forno. Ela escolheu a segunda opção, então lá fui eu pra cozinha, satisfazer a necessidade dela com algo simples e prático e a minha necessidade fisiológica, a fome!
O que não poderia faltar nessa história toda, ainda mais se falando da Luizinha, era uma bela garrafa de vinho, e isso, eu tinha. Tratei de abrir a bendita, servir uma taça e começar os trabalhos. O resultado foi um jantarzinho gostoso e um pilequinho de leve.
Para uma pessoa, a receita deve ser reduzida à metade.
Ingredientes utilizados
1kg de alcatra
Pimenta-do-reino
Sal
04 batatas médias
Manteiga
Azeite
Alecrim fresco da horta
06 dentes de Alho
Alface
Repolho
01 Tomate
Primeiro coloquei todas as folhas e o tomate pra higienizar numa vasilha com água e um pouco de água sanitária.
Lavei bem todas as batatas, sequei, cortei em quatro pedaços, com as cascas, e dispus numa travessa antiaderente untada com azeite, polvilhei com sal e pimenta-do-reino moída na hora. Por cima coloquei uns 6 dentes de alho com casca, amassados com a lâmina da faca e alecrim fresco, além de uns pedacinhos de manteiga. Cobri tudo com papel alumínio e levei ao forno em temperatura média pra dar uma cozida.

Enquanto isso, fui limpar a carne. Ainda quando eu amolava a faca, minha gata Mel já tinha virado minha melhor amiga e estava pelas redondezas.
Carne limpa, aqueci um pouco de azeite na frigideira. Nesse momento, o cheiro do alecrim e do alho já percorriam a cozinha, avisando que eu poderia retirar o papel alumínio da travessa de batatas. De vez em quando tem que dar uma sacudidela na travessa para que as batatas não grudem. Assim que o azeite esquentou na frigideira, coloquei a carne pra selar. Dessa forma, retemos os líquidos dentro dela pra ficar bem suculenta. Somente nesse momento, a carne deve ser temperada com sal e pimenta.
 
Quando todos os lados da carne estavam selados, ela foi transferida com uma pinça pra um refratário. Se fosse usado um garfo, parte do suco da carne seria liberado. Levei a travessa ao forno pra terminar a cocção.
Eu gosto de carne mal passada, mas a maioria prefere ao ponto, e o tempo que ela vai ficar no forno depende da sua preferência. Mal passada, 8 minutos;  ao ponto, uns 12. A minha acabou ficando ao ponto.
Na mesma frigideira da carne, enquanto ela estava no forno, coloquei um pouquinho de água e deixei em fogo médio pra fazer um molho delicioso. Como tudo é bastante rápido, dilui uma colher de chá de amido de milho em um pouco de água e incorporei ao molho que  logo ficou aveludado.
Assim que a carne for retirada do forno, é necessário deixá-la descansar um pouco pelo mesmo motivo do garfo, reter o líquido, antes de fatiá-la.
Pronto!
Na arrumação do prato, coloquei o molhinho sobre a carne e um raminho de alecrim sobre as batatas. Ficou uma delícia.
Bon appetit, Louise!

E enquanto escrevo, continuo degustando esse delicioso Chateau Los Boldos, Cabernet Sauvignon, 2010, que nos foi apresentado pelo sr. Otávio Manoel. Esse vinho, na minha modesta opinião, harmonizou perfeitamente com o prato e com um tanto de chocolate que comi de sobremesa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Bolinho de Cenoura

 Hoje quando pensei em escrever estava insatisfeita, um tanto mal humorada... Por que as segundas-feiras são assim? Será algum mito que já incorporamos à nossa vida, o de odiar as segundas-feiras? Não sei, mas a minha realmente não foi muito legal. Enquanto ia de um lugar a outro, um pouco estressada, tentei pensar em algo bom, que me alegrasse. Engraçado, mas pensei no meu bolo de cenouras. Sério! Uma receita que já faço há muitos anos, retirada de um dos muitos caderninhos de receitas da minha mãe.  Um bolo simples, mas delicioso.
Pensando nele, lembrei de uma amiga muito querida, que também tinha esse “problema”. Morávamos uma em frente a outra e volta e meia, quando o dia era meio chato ou quando dava “aquela” vontade, fazíamos um bolo. Muitas vezes a vontade não era de comê-lo, mas de fazê-lo. O pior (para nossa silhueta) era que sempre que eu lhe presenteava com um, ela me dava outro e vice e versa...
O ato de cozinhar, e principalmente para alguém, é uma coisa mágica. Sei que por muitos anos eu tinha “necessidade” de fazer bolos, o de cenouras, em especial. Minha mãe dizia que eu só sabia fazer esse mas, sempre que eu fazia, não sobrava nada... Reafirmei muitas amizades com ele, fiz as pazes depois de longos períodos de briga, ofereci quantidades generosas a grandes amigos e fiz novas amizades.
Aquilo que fazemos com amor e carinho, e cozinhar é um grande ato de doação, sempre satisfaz. Acredito que nossa energia contagia o que preparamos, transmitimos sentimentos dessa forma. Apesar de ter começado a escrever um pouco chateada com meu dia, termino bem e feliz, disposta a começar a preparar o bolo de cenouras que levarei amanhã pra dividir com meus colegas.

Receita do Bolo de Cenouras retirada do carderninho de receitas da minha mãe, testada centenas de vezes.
  
Ingredientes
No liquidificador

03 cenouras médias
01 copo pequeno de óleo
03 ovos
Na vasilha
02 copos pequenos de açúcar
02 copos pequenos de farinha de trigo
02 colheres de chá de fermento
Calda
07 colheres* de açúcar
05 colheres* de achocolatado em pó
02 colheres* de manteiga
02 colheres* de leite
*de sopa

Modo de Fazer
Depois de tudo separado, ingredientes e utensílios, untar uma forma com manteiga e um pouco de farinha de trigo e pré-aquecer o forno a 180°C.
Misturar numa vasilha os ingredientes secos.
Bater no liquidificador, as cenouras, os ovos e o óleo. Quando a mistura ficar homogênea, incorporá-la aos demais ingredientes na vasilha, mexendo até que todos os ingredientes estejam bem incorporados.
Reduzir a temperatura do forno pro bolo assar bem por dentro. O tempo médio é de 25 minutos.
Enquanto o bolo está assando, é hora de preparar a calda. Nada mais simples. Misturar todos os ingredientes, sem levar ao fogo até que eles tenham essa consistência:

Essa é a calda original da receita mas ela pode ser substituída por uma barra de chocolate meio amargo derretida em banho-maria.
O bolo é mais gostoso no dia seguinte, geladinho, mas como ninguém é de ferro, fiz um cafezinho pra acompanhar e tratei de provar logo esses pedaços.
 

domingo, 6 de novembro de 2011

Inspirações

Gostaria de compartilhar essas deliciosas Conchitas Parmesanas!
Não fui eu quem fez, "apenas" tive o prazer de degustar 12 dessas maravilhas...
Fomos muito felizes, meu marido e eu, em escolher o Peru como destino das nossas férias. Como eles têm pratos típicos! Comi tanta coisa gostosa e vim cheia de livros com receitas e histórias super interessantes, algumas bem simples, outras mais complexas, todas temperadas com bastante pimenta, aji, como eles chamam e acompanhadas de um delicioso Pisco
(espécie de cachaça feita a base do mosto de uvas).
A foto abaixo foi tirada no Miraflores House, um hostel maravilhoso, que fica em Miraflores, Lima, sob o comando do simpático Francis. Toda noite o sr. Rubio fazia Pisco Sour (e bebi lá o melhor de todos!) pra servir pra galera.
O Pisco Sour é um dos muitos coquetéis feitos à base de Pisco, açúcar, limão, gelo, clara de ovo e canela. É o drink mais tradicional de lá!
Outro prato que me surpreendeu bastante foi o arroz com mariscos.
Tudo bem fresquinho e delicioso, degustado a beira mar...hummm, que rico!




Aquele pratinho que aparece pela metade no início da foto é uma espécie de snack de milho. Os grãos são assados no forno com sal.
Fica uma delícia!